O CAMINHO DO CRESCIMENTO ESPIRITUAL
ÍNDICE
Prefácio
1. As disciplinas espirituais: Porta do Livramento
PRIMEIRA PARTE : DISCIPLINAS INTERIORES
2. A Disciplina da Meditação
3. A Disciplina da Oração
4. A Disciplina do Jejum
5. A Disciplina do Estudo
Segunda Parte: Disciplinas Exteriores
6. A Disciplina da Simplicidade
7. A Disciplina da Solitude
Terceira Parte: Disciplinas Associadas
10. A Disciplina da Confissão
11. A Disciplina da Adoração
12. A Disciplina da Orientação
13. A Disciplina da Celebração
PREFÁCIO
Muitos livro há que versam sobre a vida interior, porém não há muitos que combinem verdadeira originalidade com integridade intelectual. Não obstante, foi exatamente esta combinação que Richard Foster conseguiu produzir. Imerso como está nos clássicos devocionais, o autor ofereceu-nos um cuidadoso estudo que pode, de si mesmo, ser de grande valor por longo tempo. Embora o presente volume demonstre o quanto deve aos clássicos, o livro não é sobre eles; ele representa, em vez disso, obra genuinamente original.
O que nos chama atenção de imediato é o caráter amplo do empreendimento corrente. Muitos livros contemporâneos lidam com aspectos particulares da vida interior. Este, porém, é diferente, porque trata de uma variedade surpreendente de tópicos importantes; grande parte do frescor do seu tratamento resulta de sua ousadia. O autor empenhou-se em examinar um largo espectro de experiência, desde a confissão até à simplicidade e à alegria. Uma vez que o profundo acabado é o resultado de uma ampla leitura e de cuidadosa atividade pensante, esse não é o tipo de livro que pode ser escrito às pressas ou de modo barato.
As fontes de discernimentos são variadas, sendo as principais delas as Escrituras Sagradas e os reconhecidos clássicos de devoção; estas porém não são as únicas fontes das quais o autor se valeu. O autor cuidadoso logo percebe uma grande dívida também para com os pensadores seculares. Tendo-se em vista que o autor é quacre, não é de surpreender que sejam proeminentes as contribuições dos escritos cuacres clássicos. Essas contribuições incluem as obras de George Fox, Jonh Woolman, Hannah Whitall Smith, Thomas Kelly e muitos outros. O objetivo aqui não é sectário mas genuinamente ecumênico, visto que os discernimentos importantes nunca devem limitar-se ao grupo do qual se originam. O que nos é dado é, por conseguinte, um exemplo da universalidade da participação.
O tratamento dado à simplicidade é especilmente valioso, e parte porque não é simples. Na verdade, os dez "princípios controladores" da simplicidade, explicados no capítulo VI, são por si mesmos justificativa suficiente para o aparecimento de outro livro sobre a vida espiritual. Os dez princípios enunciados, conquanto arraigados na sabedoria antiga, fazem-se surpreendentementes contemporâneos.
O autor entende muito bem que a ênfase sobre a simplicidade pode transformar-se em armadilha. É por isto que ele não aceitará nada tão óbvio como a adoção de uma atitude clara, embora possa dizer concisamente: “Enforque a moda. Compre somente o que lhe for necessário.” Eis aí uma proposta radical que, se adotada de modo amplo, libertaria imensamente as pessoas que são vítimas dos anunciantes, em particular na televisão. Resultaria uma autêntica revolução cultural se um número considerável de pessoas obedecesse à incisiva ordem:
“Desacumular”.
Os maiores problemas de nosso tempo não são tecnológicos, pois estes nós controlamos razoavelmente bem. Nem mesmo são políticos ou econômicos, porque as dificuldades nessas áreas, por deslumbrantes que sejam, são grandemente derivativas. Os maiores problemas são morais e espirituais, e, a menos que possamos fazer algum progresso nesses domínios, talvez nem mesmo sobrevivamos.
Foi assim que declinaram no passado culturas adiantadas. É por este motivo que dou as boas-vindas a uma obra realmente madura sobre o cultivo da vida do espírito.
D. Elton Trueblood
(CONTINUAREMOS ...)
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